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Sobre os muitos Neymar!

Sobre os muitos Neymar!
#SomostodosNeymar

Por Luciana Oncken

Neymar Jr., camisa 10 da seleção brasileira, passou correndo por mim, em uma festinha infantil esta semana. Animado, em sua camisa amarela, com seu penteado, com a sua ginga. Não consegui driblá-lo para uma olá. 

Neymar Jr., camisa 10 da seleção brasileira, cruzou comigo esses dias na rua. Não, não uma vez, mas duas, três, 10, 20 vezes, perdi a conta…

Neymar Jr., o nosso craque, camisa 10 da seleção brasileira, tem muitas caras, um só coração. Um coração brasileiro.

O Neymar Jr., da festinha infantil, era Pedro, amiguinho do meu filho, da escola. Mas ele tinha certeza que era Neymar. Ninguém mais que Neymar. Ontem e hoje, ele não era o Batman, nem o homem aranha. Era um convincente Neymar Jr., camisa 10 da seleção brasileira. Foi assim que respondeu, quando perguntaram seu nome:

– Neymar!
– Neymar, só Neymar?
– Só Neymar – respondeu em tom sério.

Até meu filho, Lucas, que não liga para futebol, sabe quem é Neymar. Todos sabem! O mundo sabe.

Hoje, Neymar Jr., o camisa 10 da seleção brasileira, passou por nós, correndo, driblando, tocando a bola. O mundo olhando. E a cena que não queríamos ver surge na nossa cara. Neymar é gravemente atingido. Mas ao atingir Neymar Jr., o nosso craque camisa 10, o colombiano Zuñiga atingiu Pedro, o convincente Neymar Jr. de apenas quatro anos. Zuñiga atingiu cada Neymar Jr. com o qual cruzamos nas ruas, no trabalho, nos bares, nos estádios todos os dias. Zuñiga atingiu não só as costas do nosso jogador, Zuñiga atingiu nossos corações, e de cada criança que sonha ser Neymar Jr. 

Por isso, hoje, #somostodosneymar, somos 200 milhões de @neymarjr, somos um só, somos Brasil!

#forçaneymar

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Publicado por em julho 7, 2014 em Sem categoria

 

Nem tudo é questão de grana, mas tudo é que questão de valor

Ontem, fui almoçar numa lanchonete/restaurante aqui perto do trabalho que fica na rua Maria Paula, mesmo nome do local citado. Um lugar barulhento, lotado e cheio de “nóias” na porta, pedindo um troco para quem acaba de sair de barriga cheia. Você deve estar se perguntando o que eu estava fazendo ali. Eu e aquele monte de gente aglomerada esperando um lugar apertado para sentar. É que a comida lá é boa. Não tive problemas para encontrar um lugar para sentar porque estava sozinha e a mesa do castigo estava vazia – é uma mesa voltada para um pilar, com só uma cadeira, você almoça olhando para a parede. Prefiro sentar no balcão, especialmente quando estou sozinha, mas não tinha lugar.

O Maria Paula já foi um lugar mais acolhedor, não pela aparência, mas pelas pessoas que ali trabalhavam. Houve um tempo em que te conheciam pelo nome e você nem precisava dizer o que queria, eles já sabiam. Ia sempre com os meus colegas de trabalho, que viraram grandes amigos. Estava mais para boteco do que para restaurante. A comida era ainda melhor e os lanches uma delícia. Fora os sucos super naturais, feitos na hora. Como tudo nessa vida, o local passou por uma grande reforma – as pessoas têm sede de modernização. E inauguraram o novo Maria Paula. Colocaram no caixa um rapaz que parece filho do dono – e parece que ele é isso mesmo -, trocaram quase toda a equipe.

Continuei a frequentar o estabelecimento, apesar de não ter mais aquele charme de botecão. Agora, era uma lanchonete moderna com teto de gesso, luz embutida e revestida de pastilhas de vidro azuis. O teto baixo fez o ambiente ficar ainda mais barulhento. O barulho das pessoas falando e do liquidificador funcionando chegam a ser ensurdecedores.

Fiquei pouco mais de dois anos sem frequentar o Maria Paula – tempo que fiquei sem trabalhar –, mas o destino nos reaproximou e fui convidada a trabalhar de novo naquela região. Antes, eu ficava no finalzinho da Brigadeiro e tinha de atravessar a rua e andar um pouco mais para chegar lá. Agora, estou na mesma calçada, a alguns poucos passos. Resultado: voltei a almoçar ali ou tomar um lanchinho; às vezes, um suco. Da época, ficaram o chapeiro, que não é mais chapeiro – ele tira os pedidos do pessoal do balcão – e o rapaz que prepara o suco. Beleza! O chapeiro já sabe que, se eu vou a tarde, é porque eu quero um queijo quente (queijo branco e pão integral e só – nada de orégano!). E o rapaz do suco sabe que lá vem um “maracujá sem açúcar”, mesmo assim, eu sempre reforço: “sem açúcar, tá?”.

Um dia desses, fui comer uma empada. Qual não foi minha surpresa quando encontrei um caroço sem azeitona dentro do salgado! Isso mesmo! Você leu direitinho: um caroço sem azeitona. A desculpa do rapaz do suco foi: “às vezes vem assim no vidro”. Não sei como acreditei na sua desculpa, talvez por ter sido ele e não um outro rapazinho novo qualquer a justificar o injustificável e porque frequento o local há 14 anos e nunca me deparei com nada assim.

Voltei um outro dia e fiz um determinado pedido a um dos tais atendentes novos. Vi que ele marcou o preço errado. Reclamei. O gerente – super grosso – disse que estava certo, porque o prato que eu tinha comido tinha mais legumes – que eu não pedi e muito menos comi, oras!, era um exagero!). Falei no caixa e o senhor que trabalha ali aceitou a minha argumentação. Paguei o valor correto, mas saí com a atitude do tal gerente atravessada na minha goela. O cara não entende que não é pelo valor, é pela atitude mesquinha.

Dei um tempo do Maria Paula. Pensei que devíamos talvez estar na crise dos 14 anos. Fiquei uns dois meses sem pisar os pés ali. Até que, num dia de chuva e sem guarda-chuva, resolvi voltar. Afinal, era só ir por debaixo das marquises que eu não tomaria chuva. Sentei no balcão e me senti como nos velhos tempos. Depois daquele dia, voltei mais uma vez a frequentar ali. Resolvi dar uma chance.

Foi então que descobri que a nossa crise não tem tempo que dê jeito. Só ser esse tempo for para sempre. Acabou. Não volto mais. O fim se deu numa tarde ensolarada de quinta-feira, Dia Internacional da Mulher – olha que falta de sensibilidade!

Já passava das 14h. Olhei na lousa os pratos do dia. Lá marcava, entre outros pratos:

– Frango Desossado – R$ 14,00

Opa, meu prato preferido! Adoro o creme de espinafre que vem junto. É muito bom! Pedi. E o rapazinho voltou com a triste notícia:

– Acabou o creme de espinafre, mas a senhora pode trocar por outro acompanhamento.

Totalmente desolada, olhei, olhei o cardápio e me decidi por manter o frango desossado, mas com legumes de acompanhamento. Aí, vi que ele riscou o valor de R$ 14,00 e marcou um preço maior. Ia deixar passar, mas estava tentando escrever um roteiro e a primeira palavra que estava anotada no caderno era:

– STOP!

Foi o que fiz. Parei. Pensei. Questionei – mais uma vez repito: não pelo valor, mas pela atitude, afinal se eles é que não tinham o que eu queria de verdade, e mantiveram o prato no cardápio, teriam de cobrar o mesmo valor do prato anunciado, independente do valor da diferença entre um creme de espinafre e legumes no vapor (ridículo, né?). O rapaz disse que ia perguntar ao gerente, aquele mesmo da outra vez, imagina a resposta! Claro que ele disse que a cobrança era normal, afinal eu tinha pedido um acompanhamento mais caro.

Levantei-me para falar com o carinha que fica no caixa – aquele que tem cara de filho do dono. E lá veio a resposta mais despreparada que já ouvi:

– Tenho que cobrar, temos seis guarnições no cardápio e a senhora escolheu uma das mais caras (nossa, legumes no vapor realmente é um luxo né gente?!, eu sei que os legumes andam caros, mas…). Imagina se a pessoa pede para substituir por uma salada de palmito? – ele continuou – Nós não vamos cobrar?

Expliquei a ele que existe um tal de Código de Defesa do Consumidor e que lá diz que, quando não se tem o produto anunciado, a empresa deve oferecer outro no lugar sem qualquer acréscimo para o consumidor. Falei que, se eles não têm o que anunciam que tirem então do cardápio do dia. E blá, blá, blá. Falei que sou cliente há 14 anos e tal, mas ele nem se importou.

– Vou embora e não volto mais, para mim, chega.

Fique claro que em nenhum momento alterei meu tom de voz ou fiquei nervosa. Já estava meio que decidida a deixar para trás o Maria Paula. Foi só uma última tentativa.

Peguei meu caderninho e sai daquele lugar barulhento, sem charme, sem empatia… Só então me dei conta que aquele não era o Maria Paula que eu havia conhecido e frequentado durante anos. Era só mais uma lanchonete como tantas outras na cidade. Que eu era só mais uma cliente. Se eu saísse dali, outra pessoa da fila ocuparia meu lugar, porque todos os dias passam pessoas na porta e entram, todos os dias há fila, e que talvez eu não seja mais o tipo de cliente que eles querem. Lá também não é o tipo de lugar que eu quero frequentar. Foi assim que a nossa história chegou ao fim.

Atravessei a rua. Fui em outra lanchonete, um lugar novo. Comi. Paguei. Saí. Sem lembranças, sem reminiscências.

 
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Publicado por em março 17, 2012 em Sem categoria

 

Em branco

24/02/2005:

Em branco

Os aniversários passavam em branco. Mas não foi sempre assim. Houve tempos em que eram comemorados. E como! A família em volta da mesa, o bolo, o “Parabéns pra Você”, os presentes. E todos aguardando o grande final. O sopro. E os pedidos. Secretos pedidos. Em um desses sopros, pediu um marido. Estava cansada da vida de solteira. E sempre teve o sonho dourado do casamento. Um marido companheiro, ela queria. Um marido romântico. Um que a acompanhasse em seus passeios. Soprou. Pediu um marido. Um homem bom. No sopro, só pensou nisso. Não deu tempo de pensar no companheiro, festeiro e romântico.

Já havia passado dos 30. Era tempo em que as mulheres casavam aos 20 e poucos. Estava namorando um homem bom. Levou-a ao cinema uma vez. Saia e blusa bem cortados, sapato combinando com a bolsa, luvas. Esperava seu homem bom. E iam comer pastel, ou tomar sorvete. E ele fogoso. E ela virgem. Casaram-se. Foram morar na casa da mãe dele. Não era bem o que esperava. Mas na pressa do sopro, daquele aniversário, esqueceu-se dos detalhes.

Teria se arrependido tanto disso. Os elogios se foram depois do sim no altar da Igreja, vestida de branco. E os beijos, e os abraços, só na cama, na hora do sexo. O que para ela era uma obrigação de mulher. E assim foi. Não se falavam muito ao chegar em casa. Não havia privacidade. A sogra estava sempre rondando. E vieram os filhos. E foram-se os aniversários. A festa deu lugar ao silêncio. Na casa da sogra, não se comemoravam aniversários. Para quem viveu a guerra, festa era desperdício.

Mas ela não perdia as esperanças. A cada aniversário esperava uma flor, um beijo, um presente. Nada. Nem um “Feliz Aniversário”. Nem uma palavra de consolo. Nada. Os aniversários agora passavam em branco. Não só o seu, mas os de casamento. Nos dele, às vezes um bolo que ela fazia carinhosamente. Como ele mesmo não se lembrava do próprio aniversário, comia o bolo como se fosse um dia qualquer.

A flor, o beijo, a palavra de consolo nunca vieram. Ela esquecera dos detalhes. Na pressa do sopro, o pedido foi incompleto. Mas tinha um homem bom ao seu lado. O sustento, o amor aos filhos. Nisso ele era bom. Era honesto, trabalhador, fiel. Nisso ele era bom. Não bebia, não fumava, não se metia em encrenca. Como era bom. Era capaz de tudo pelos filhos, um bom pai.

Não podia reclamar. Seu pedido foi atendido. Mas sua vida passou como aquele sopro. Leve, suave, sem emoções. Incompleto. Talvez preferisse uma ventania, um sopro forte e curto, mas intenso. Não teve a oportunidade de mudar o rumo de sua vida. Não havia mais sopros. Durante mais de 30 anos, os aniversários passaram em branco. Sem bolo, sem choro, nem vela. Nem sopro, nem pedidos.

*Mini-conto publicado no site “Anjos de Prata”

 
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Publicado por em fevereiro 11, 2012 em Sem categoria

 

Passeio pela Vila das Palavras

17/05/2005:

Passeio pelas palavras. Perdida em minhas próprias vilas, tentando me encontrar, caio em ruas sem vírgulas, em avenidas sem pontos, em pontes sem travessão. Encontro muitos sinais. Estão em toda a parte. Interrogações mil, várias exclamações, nunca um ponto final.

 
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Publicado por em fevereiro 11, 2012 em Sem categoria

 

Resgate

Estou resgatando algumas coisas que escrevi no passado, quando mantinha o blog no zip.net.

Este é de 17/02/2005:

Mulher misteriosa

Nasceu aos 30. Foi gerada não no ventre, mas no cérebro. Nasceu adulta. Nasceu mulher. Mora no interior. Não desses que conhecemos quando viajamos por aí. Para acessá-la, a viagem é longa e desconhecida. Atalhos? Não existem.

 
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Publicado por em fevereiro 11, 2012 em Sem categoria

 

Lugares que encantam e adoçam a vida 2

Desde que o Lucas nasceu, vamos muito ao Parque da Água Branca. Sempre aos finais de semana, especialmente ao domingos. Começamos a ir incentivados por um casal de amigos. Na época, a minha amiga estava grávida. O Lucas estava com um ano e oito meses, por aí. Ops, lembrei! Já havíamos visitado o parque uma vez quando o Lucas era bebezinho de colo.

O Lucas adora trem, pavão e parquinho. O Parque da Água Branca tem tudo isso. E eu adoro orgânicos, café e natureza. E lá também tem tudo isso. E o meu marido gosta de peixe. E não é que no Parque da Água Branca tem um aquário! E tem carpas no lago! Além de patos e marrecos. Dizem que tem macaco. Ainda não vimos…

Acho que o espaço poderia ser mais bem cuidado. O tal trenzinho é, na verdade, um ônibus adaptado. O Lucas fica vidrado mesmo assim, mas tenho evitado deixá-lo andar nele. Polui que é uma “beleza”! Acho que não passaria de jeito nenhum na inspeção veicular.

Hoje, trabalhei no período da tarde e resolvi levar o Lucas para passear lá. Terça também é dia de feirinha orgânica. O passeio foi uma delícia. O parque é muito mais tranqüilo em dias de semana. Tem muita mãe com bebê, crianças pequenas. O espaço fica muito mais charmoso sem aquela muvuca dos finais de semana e sem o trem que polui.

Vimos quatro pavões. Eram dois casais. Vimos galinhas e pintinhos. Ouvimos o galo cantar. Fomos à feirinha e ao parquinho. Uma manhã perfeita, que fez meu dia terminar mais leve, mesmo depois de duas horas de trânsito no final do dia, ao voltar do trabalho, num trecho que demoro em média quinze minutos.

Quero muito continuar tendo tempo para colecionar boas lembranças como essa.

 
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Publicado por em fevereiro 8, 2012 em Sem categoria

 

Lugares que encantam e adoçam a vida

Registro aqui na Vila a dica de um espaço bacana em São Paulo, com ambiente agradável, comidinha saudável e outras coisinhas mais.

Perto da casa da minha mãe tem uma livraria mais do que charmosa: a Encanto Natural. Sempre passava na frente, mas nunca tinha entrado. Fica na Rua Américo Brasiliense, na Chácara Santo Antônio, em São Paulo. É mais do que uma livraria e está longe de ser uma mega store (algumas tem o seu encanto, mas não têm o charme das livrarias de bairro).

A Encanto tem um café restaurante para lá de agradável, com mesinhas espalhadas pelo jardim lateral, dentro da livraria e nos fundos tem uma seção de brinquedos educativos, bem legal; tem um quintal gostoso, com casinha de madeira para as crianças e jardim; e no anexo do fundo, a livraria infantil, com área de recreação. O local também vende alguns produtos naturais e orgânicos.

O café serve desde opções para o café da manhã até almoços rápidos (saladas, sanduíches, quiches…). O atendimento é muito bom, super atencioso. Às quintas, o Encanto Natural serve um chá da tarde, com opções integrais e saudáveis. Quero ir um dia lá neste horário pra ver como é.

O Lucas adorou o espaço e não queria ir embora. Ele adora livraria, pão-de-queijo e brinquedos educativos, gosta de quintal, casinha, de brincar… Ele estava no paraíso e eu também. Deu vontade de mudar para uma casa, de montar um espaço assim. Vontade de viver mais e mais,  com diabetes mesmo (é o que temos para hoje, afinal!), aproveitar o que a cidade tem a oferecer. Uma cidade que tem, sim, seus imensos problemas, mas que ainda conta com alguns espaços para se respirar.

PS. O único detalhe é que só oferecem stévia como adoçante. Sei que há uma prioridade para o natural, mas café com stévia não dá… rs…

PS 2. Da próxima vez, tiro fotos.

 
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Publicado por em fevereiro 8, 2012 em Sem categoria