Tenho uma amiga que vai lançar um blog para falar do comportamento humano. Trabalho árduo esse. Quando entenderemos o complexo comportamento humano? Indecifrável. Convivemos com pessoas tão diferentes diariamente. E acho que isso nos enriquece, porque podemos ter contato com o que é diferente de nós. E também com o que mais se aproxima de nós. As pessoas são os nossos espelhos. Quantas vezes nos deparamos com pessoas intragáveis, mas ao observamos algumas atitudes, pensamos: “será que também não estamos agindo dessa forma?”
É bom, porque nos distanciamos de nós e, ao olhar o outro, nos olhamos de volta, só que de fora. “Será que não estamos repetindo os erros do outro?” E vamos remexer o nosso interior, a procura do melhor de nós. Confuso? Pois é, confuso é o comportamento humano. Dos inseguros, em especial. Como tentam se proteger do mundo. Abstendo-se do contato mais próximo com qualquer um que seja, porque eles vêm sempre, no outro, o inimigo que está dentro deles. A insegurança os sabota diariamente, e os tira do convívio saudável. Não admitem ser contrariados, muito menos questionados. Não admitem idéias divergentes da sua. Não admitem a diversidade. Quando encontram pessoas assim, se estão por cima, dão um jeito de eliminá-las do seu cotidiano. Quando estão por baixo, são elas que deixam o cenário, ofendidas.
Atualmente, tenho passado por uma situação assim, com uma pessoa que tem feito parte do meu convívio. Observo e acho que deve ser muito triste ser essa pessoa. Deve ser muito solitário e desalentador acreditar que o mundo está sempre contra você. Deve ser muito triste não acreditar em ninguém e muito menos na sua capacidade de conquistar as pessoas.
Eu sou tão ao contrário disso, pelo menos penso que sou. Não que eu não tenha as minhas inseguranças. Quem não tem? Mas tento controlá-las. Tento ver o outro lado. Adoro pessoas de opinião, de personalidade, que se contrapõe e, com argumentos consistentes, podem mudar a minha opinião. Por que não? Afinal, eu não sou dona da verdade. E justamente por ocupar um cargo de liderança, tenho de aceitar a diversidade de opiniões. E aprendo, todos os dias, alguma coisa com aqueles que me cercam. Até com os inseguros.






