Dias bons
Contento-me com um grande dia, um dia cheio daquilo tudo que a gente deseja para o ano inteiro. Não sei se existem bons anos e anos ruins. Existem dias bons, dias péssimos, dias meio a meio. Um dia de cada vez. Um momento de cada vez. Um belo dia para todos nós. E que tenhamos a capacidade de mantê-lo lindo até o último segundo dessas 24 horas.
2012 começando…
Curtas
Gentileza
Ninguém tem nada a ver com a nossa pressa. Então, não, não vale passar farol vermelho, não parar na faixa, não dar passagem pra alguém só porque estamos atrasados. Se estamos atrasados, vamos assumir a nossa culpa e deixar os outros de fora. E não vai ser um ou dois minutos que vai fazer diferença. Adoro aquele lema: “Gentileza gera Gentileza”. Bom dia, galera!
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Busca
Mais do que algo que me desafie, busco algo que me encante. Descobri que não somos. Estamos. Tudo é passageiro.
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Amizade
Devemos nos comportar com cada amigo respeitando quem ele é, suas características, personalidade… Nem sempre as pessoas são iguais. E se tivermos sensibilidade para entender cada um, temos mais chances de preservar nossas amizades. E viva a diferença!
O complexo comportamento humano
Tenho uma amiga que vai lançar um blog para falar do comportamento humano. Trabalho árduo esse. Quando entenderemos o complexo comportamento humano? Indecifrável. Convivemos com pessoas tão diferentes diariamente. E acho que isso nos enriquece, porque podemos ter contato com o que é diferente de nós. E também com o que mais se aproxima de nós. As pessoas são os nossos espelhos. Quantas vezes nos deparamos com pessoas intragáveis, mas ao observamos algumas atitudes, pensamos: “será que também não estamos agindo dessa forma?”
É bom, porque nos distanciamos de nós e, ao olhar o outro, nos olhamos de volta, só que de fora. “Será que não estamos repetindo os erros do outro?” E vamos remexer o nosso interior, a procura do melhor de nós. Confuso? Pois é, confuso é o comportamento humano. Dos inseguros, em especial. Como tentam se proteger do mundo. Abstendo-se do contato mais próximo com qualquer um que seja, porque eles vêm sempre, no outro, o inimigo que está dentro deles. A insegurança os sabota diariamente, e os tira do convívio saudável. Não admitem ser contrariados, muito menos questionados. Não admitem idéias divergentes da sua. Não admitem a diversidade. Quando encontram pessoas assim, se estão por cima, dão um jeito de eliminá-las do seu cotidiano. Quando estão por baixo, são elas que deixam o cenário, ofendidas.
Atualmente, tenho passado por uma situação assim, com uma pessoa que tem feito parte do meu convívio. Observo e acho que deve ser muito triste ser essa pessoa. Deve ser muito solitário e desalentador acreditar que o mundo está sempre contra você. Deve ser muito triste não acreditar em ninguém e muito menos na sua capacidade de conquistar as pessoas.
Eu sou tão ao contrário disso, pelo menos penso que sou. Não que eu não tenha as minhas inseguranças. Quem não tem? Mas tento controlá-las. Tento ver o outro lado. Adoro pessoas de opinião, de personalidade, que se contrapõe e, com argumentos consistentes, podem mudar a minha opinião. Por que não? Afinal, eu não sou dona da verdade. E justamente por ocupar um cargo de liderança, tenho de aceitar a diversidade de opiniões. E aprendo, todos os dias, alguma coisa com aqueles que me cercam. Até com os inseguros.
E um dia tudo será passado…
Como uma folha amarelada pelo tempo
E um dia tudo terá passado
E nem nos lembreremos mais do quanto sofremos
Porque tudo terá cheiro de novo, do presente, da vida
Faça deste um bom dia!
Eis que me encontro na imagem. Fiquei observando, parecia até um cenário de filme, a porta de uma venda na Toscana: “Antica Bottega Toscana”, diz o letreiro. Parace tão perfeito que às vezes eu me esqueço que estive lá. Um olhar mais atento e eu me encontro no reflexo do vidro, ali no cantinho, meio distorcida. E aí eu me lembro porque tudo vale a pena. Momentos como este fazem muita coisa valer a pena. Estar ali, diante de uma imagem que a gente vê nos filmes e suspira por estar ali por alguns segundos. E eu estava, eu estive, foram mais que segundos, foi mágico.
Cada dia tem seu valor. E você não precisa estar na Toscana ou em Trancoso. Mesmo quando não nos damos conta, cada dia tem a sua beleza. Enterrados nos problemas esquecemos de olhar, não procuramos os nossos reflexos nas belezas da vida, na vitrine do mundo. Estamos ali, estamos. Num canto, encolhidos, meio distorcidos, mas estamos. Não estamos sabendo enxergar. Não estamos compreendendo a visão. Ficamos enrrustidos, choramingando, com auto-piedade. As escolhas da vida são nossas. Ninguém nos obriga a ficar onde estamos, ou a partir. Ninguém, por mais que pensemos que sim, é responsável pela nossas angústias, frustrações, decepções. Somos seres cheios de expectativas e é isso que nos estraga. É isso que traz toda essa amargura da vida quando as coisas não saem como esperamos, porque estamos sempre esperando, esperando, esperando… que aconteça isso, que fulano aja da seguinte forma, que sicrano fale isso, e beltrano não conte aquilo. E a culpa é de quem? A culpa é de quem?
Eu estou no reflexo, na vitrine do mundo. Faço parte desse universo. E fazer parte é agir, não esperar. Um bom dia! Que você faça deste um bom dia.
Tutti: um cão, nossas vidas…
Abro o recesso deste blog para homenagear o nosso cachorrinho querido, o Tutti, que se foi ontem.
Tutti, Tutti… Pensei que viverias um pouco mais. Tutti… quantas histórias suas eu poderia contar. Não faltam episódios de amor incondicional, companheirismo, passagens engraçadas. Tutti… quase 13 anos se passaram desde que você chegou para iluminar a nossa vida. E toda vez que estávamos com você não tínhamos idade, voltávamos a ser crianças. E você despertava em nós os melhores e maiores sentimentos. Um carinho sem tamanho, um chamego, um aconchego.
Uma das coisas que eu mais gostava quando chegava em casa, ou na casa da mamãe, na sua casa, era curtir a sua festa. Não é em todo lugar, nem por todo mundo que somos recebidos com tanta alegria. Era um verdadeiro ritual, e um daqueles que nos faz sentir especial.
Tantas histórias. Você passou os anos mais intensos de nossas vidas conosco. Era parte da família. Conheceu o papai, a vovó, a Clarice… pessoas que já se foram. E você se foi também. Você vivenciou a nossa saída de casa: minha, da Thais. As nossas mudanças. Você foi testemunha de tudo isso. A sua partida me faz reviver a vida e a morte dessas pessoas queridas. Você foi nosso bálsamo, nossa consolação nesses momentos difíceis.
Meu amor, devo-te histórias, aquelas que não cheguei a escrever, que guardo com todo o amor do mundo em meu coração. Há quem possa pensar: “mas era só um cão”. Aí é que está: você era só um cão, o cão, com as melhores características de um cão. Para quem não entende, você tinha sim uma personalidade, um jeitinho só seu, de olhar e perceber as coisas. Você era e sempre será o nosso cão, da lembrança de uma família completa. Da época em que éramos: pai, mãe, irmãos, avó e você, todos numa mesma casa, sob um mesmo teto. Não tem nada, nem ninguém que substitua essa lembrança.
Te amo. Guardo você no meu coração.
Temporiamente em recesso
Estou no Viver com Diabetes e no O Blog do Consumidor Inconformado, me encontrem por lá.
Alianças, eis a palavra chave
Palavrinha mágica esta: alianças. Que alianças serão estas que as pessoas tanto buscam? Alianças de casamento? Alianças empresariais? Alianças como laços de amizade? O que eu sei é que muitas e muitas pessoas procuraram por esta palavra no Google hoje. E vieram parar aqui, por causa de um texto que escrevi sobre o Citi, aquele mesmo que me pediu em casamento. E que eu aceitei, mas que hoje negocio uma relação sem pressão, o que no início, confesso, foi meio difícil. O Itaú continua a ser o primeiro na minha vida, ainda não estou pronta para mudanças.
Eu procuro uma aliança de paz. E, você, qual a aliança que você procura?
Citi ou Itaú?
Recentemente, recebi uma mala-direta do cartão de crédito Diners dizendo que em breve eu receberia uma proposta especial. Depois de uns dois dias, veio uma outra mala-direta, quando eu abri, havia um pedido de casamento, e as alianças vinham em destaque. Mais uns dois dias, e recebo o convite de casamento, com o meu nome e do Citibank como noivos. Achei o material muito bacana.
As intenções do noivo pareciam as melhores: livre de taxas durante um ano, boas taxas de juros, proposta de empréstimo bancário. Um pacote completo. Não vou negar que fiquei bem impressionada com “o moço”. Mas como não sou uma garota fácil, não respondi ao pedido. Eis que o noivo insiste e liga para mim. Eu não preciso ir até ele. Ele virá até mim para consumarmos o casamento. Como o Itaú tem me decepcionado um pouco, resolvi aceitar a visita do Citi, e conferir pessoalmente a seriedade de sua proposta, se ele realmente queria me assumir como cliente.
Pois bem. Marquei a conversa para uma segunda-feira à tarde, no meu trabalho. O Citi, muito simpático, me convenceu, e casei ali mesmo, tendo os meus funcionários como testemunha. Assinei a papelada. Entreguei os documentos. E ele disse que entraria em contato para combinarmos como ficaria o nosso relacionamento. Acho que levei um bolo do noivo, depois do casamento. E, até agora, aguardo a lua-de-mel. Só hoje, liguei para o Citi três vezes. Ele me ignorou. Disse que estava ocupado, me ligava mais tarde. Nada.
Estou com vontade de pedir anulação do casamento. Acho que tenho direito. Afinal, o fato ainda não se consumou. Pelo menos, não para mim. Estou pensando seriamente em ficar com o Itaú mesmo, que pisa na bola de vez em quando, não oferece tudo o que eu desejo, mas já é meu velho companheiro de quase 10 anos e eu já conheço as suas manias.
Ai, ai… Como será o meu relacionamento depois desse um ano sem cobranças? Que meda!
Moral da história: quando a esmola é demais, o santo desconfia.
Nós e os outros
Costumamos pensar que conhecemos as pessoas. Nunca as conheceremos em sua totalidade, o que vai no íntimo, as dores, as feridas. Um olhar denuncia, a voz embargada, as mãos, um gesto. Cada um tem seu peso, seu fardo, seus medos. O que vivemos nos transforma a cada dia. O que passamos nos marca a cada instante. Lutamos contra nós mesmos, contra quem somos, contra quem poderíamos ser. Estamos sempre em busca. Nunca estamos completos. E continuamos pensando que conhecemos o outro, se não conhecemos nem a nós mesmos.



